O que foi 2011?
Bom, sem sombra de dúvidas, baseado no exato momento em que me encontro, eu responderia com toda a certeza e num tom extremamente convincente: uma merda. Mas pera lá, pera lá, mentezinha, nós sabemos que não foi assim. O que acontece é que 2011 foi uma mistura tão grande que é difícil definir, e eu não estou muito interessada em defini-lo em uma palavra, mas de talvez sentir o que foi bom ou não, o que aconteceu, o que não aconteceu e refletir sobre o que se passou na minha cabeça desse ano tão incomum.
Eu conheci meu namorado. Eu perdi meu melhor amigo de 7 anos. Eu fui uma puta hipócrita. Eu tive recaídas por sentimentos passados. Eu idealizei demais e sofri coisas que nunca imaginei. Eu fui pra Poços e disse a palavra mais dura do universo. Eu fiquei com pessoas que nunca imaginei que ficaria. Descobri que ficar com amigos talvez não estrague a amizade. Experimentei o “figurinha repetida não completa álbum” com muito nojo. Fiz novas amizades no colégio. Estudei mais do que imaginei que estudaria. Quis fazer Publicidade e Propaganda. E História, Letras, Filosofia, Ciência Política... Ciências Sociais. Medicina Veterinária, no fundo do coração. Ganhei uma gatinha. Tive um PT que não tinha há anos, e o pior: na frente da minha casa. Fiz novos inimigos sem ao menos saber a razão. Senti falta de 2010, o ano que eu tanto reclamava. Continuei querendo saber o nome daquele perfume. Me decepcionei com quem eu achava que nunca me decepcionaria. Me senti a pessoa mais indesejável do universo. Passei no vestibular pra filosofia. Tentei “fazer besteira”. Várias vezes. Quase consegui completar a besteira. Desmaiei. Passei mal e fiquei de cama por uma semana. Descobri pela segunda vez que sou alérgica a amoxicilina. Assisti muitos seriados. Chorei mais do que imaginava. Abri espaço pra ser sentimental e me arrependi. Senti falta da Patrícia de 2010. Comecei a gostar mais de Harry Potter. Fiz várias festas na minha casa. Saí muito. Comi muita comida japonesa. Bebi menos do que em 2010. Recuperei meu melhor amigo de 7 anos. Continuei com a melhor amiga do mundo. Comecei várias dietas dizendo que ia emagrecer. Aprendi a fazer panquecas. Engordei. Fiz dois piercings. Imaginei várias vezes o que meu namorado estava fazendo comigo se existiam milhares de meninas mais bonitas por aí, inclusive as amigas dele. Não ganhei autoestima. Tentei estudar e entender melhor anarquia e os grunges. Fui no show do Pearl Jam. Quis a baba do Eddie Vedder daquela garrafa. Quase fui no SWU. Tive uma tarde incrível filosofando com o meu amigo. Todos achavam que meu amigo gostava de mim. Me afastei do meu amigo. Me perguntei várias vezes se eu estava fazendo a coisa certa. Estou me perguntando isso nesse exato momento. Me senti querida. Senti falta de Poços. Recebi uma carta linda da minha mãe. Sofremos financeiramente. Parei de tocar guitarra e violão. Namorei um baixo o ano inteiro. Não me senti realizada. Tive vergonha de dizer as coisas. Fiquei irritada e tive medo de demonstrar por estar machucando as pessoas. Contenho a raiva. Quis vomitar na hipocrisia alheia. Conheci uma amiga incrível. Conheci melhor um sr. incrível. Ouvi de uma das minhas melhores amigas que eu era porra louca e me senti elogiada. Ouvi da mesma pessoa que eu era um Barney Stinson e Robin Scherbatsky. Quis queimar a cara de pessoas com um cigarro. Quis que cigarros desaparecessem. Percebi como as pessoas ficam previsíveis com o tempo, como a magia acaba e que paixão é uma vela. Prometi fazer uma tatuagem se passar na faculdade. Peguei em coxas. Descobri que piscinas ajudam em enjoos. Quis voltar no tempo. Espera, eu quero. Tive medo de tomar decisões. Sofri com distância. Consegui a façanha de sentir ciúmes de uma pessoa completamente aleatória. Não era uma pessoa aleatória. Admirei pessoas bonitas anonimamente. Quis ser bonita. Rasguei minha calça. Fui contra meus próprios ideais.
Esse ano acabou pra mim.
“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.” - Carlos Drummond de Andrade.
Não é o clichê de ano novo de que esse ano vai ser diferente e cheio de paixão se eu usar uma calcinha vermelha. Não. Eu cansei de ser idiota. Eu não vou ser uma nova pessoa, mas ser o que eu costumava ser, ou o que eu achava que eu era. E se isso significa mandar o papa ir tomar no cu sem medo, eu farei. Não posso mais ter medo de tomar decisões porque sairei do meu cantinho aconchegante. Se eu tiver que dizer adeus a alguém, eu direi. Se tiver que acabar, vai acabar. Não vou negar mais o que eu sinto. Não vou mais aturar.
E espero manter isso.
No momento meus sentimentos são uma mistura de fúria, vontade, dor, saudade, felicidade, expectativa, ansiedade e antipatia. Não sei como vai ser daqui pra frente, mas pode não ser nada bonito.
Porra, Patrícia, onde está o amor? Onde estão os fogos de artifícios num abraço, as borboletas no estômago, o tremer das mãos de nervosismo? Invenções?
Vou parar de ler. Não, não vou parar de ler. Parem de me iludir!
Raiva, me deixe em paz.
Esse final não fez sentido algum. Nem 2011.
Quem sou eu?
“Só sei que nada sei, e o fato de saber isso, me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa.”
Não ousem contrariar Sócrates.
Sério, quem sou eu?
Não, não quero mais saber.
E um viva para a ignorância! Que eu consiga chutar na cara de todas essas atitudes daqui pra frente.
YARRR!
Deixe-me te dizer...
27 de dez. de 2011 Leave a comment
Talvez adeus
Será que eu estou apenas me enganando com tudo isso? Será que todos esses detalhes que eu consigo ignorar agora vão virar um amontoado de problemas futuramente? O que será de mim se isso continuar? Eu devo continuar? Será... Será... Será...
26 de dez. de 2011 Leave a comment
Então,
sabe quando você sente,
e sabe quando você sente tanto que tem vontade de sair gritando e quebrando todas as coisas pra parar de sentir?
é isso aí.
12 de dez. de 2011 Leave a comment
Over
Over. Over. Over. Over. Over. Over. Over. Over. Over. Over. Over. Over. Over. Over. Over. Over. Don't overreact. Get over. It's over.
8 de dez. de 2011 Leave a comment
Crazy diamond
She won't shine on, crazy diamond
7 de dez. de 2011 Leave a comment
The prettiest girl from your dreams
The cutest smile,
the hottest skinny belly,
the incredible white skin,
the expressive eyes,
most beautiful I've ever seen,
the softest voice,
the prettiest girl, far away from me.
5 de dez. de 2011 Leave a comment
11/10/2010, killer night, over and over again
- Hi, I'd like to talk with you.
- Sure. What's going on?
- You know how is falling in love, right?
- I surely do.
- So, I think I'm in love.
- Well, that's great. Isn't it?
- I don't know.
- Why not? Doesn't he love you?
- No, he loves me.
- He doesn't want to stay with you?
- No, he does.
- So what's the big ideal?
- I don't think that I can be with him.
- Why not? You love him.
- I don't know if this is love at all...
- What? You said you're in love.
- I know, I know... but that's not love.
- So what's it?
- Maybe more than love. I love him like a person that he is, and I wish him all the best in the world -- and you know, I can't give him this. I'm not a good enough for him.
- Wait, why?
- I'm a terrible person. I know what's going on in my mind, and it's not a good thing.
- So are you saying that you're in love, he loves you back, but you can't stay with him?
- Yes.
- Are you crazy?
- Maybe a little.
- You're freaking out! Just go and say that you love him!
- I already said that. He knows.
- I can't understand.
- I'm sorry.
(...)
- I still can't understand.
- I'm sorry, again.
- No, seriously. What will you do? Run away forever?
- No...
- So what?
- I'll disappear, fade away slowly.
- And it will solve all problems.
- Yes.
- It won't.
- If you think so.
(...)
- Why are you doing this to yourself?
- I don't know.
- You're definitely crazy.
- Maybe.
- Are you mad?
- Maybe.
- And stop answering 'maybe', 'I don't know'... DO something! You're not gonna move on if you stay this way!
- Maybe.
- ...
- Are you going to kill me?
- No.
- One day you'll understand.
- Oh yes, sure.
- You'll understand how true love is confusing, and you have to make good choices.
- And you think you're making a good choice.
- I'm sure.
- Right, right. You're sure.
- I can't hurt him anymore.
- But you're hurting yourself!
- I deserve.
- No, even a terrible person doesn't deserve that.
- But I deserve.
- Come on, please...
- You'll see -- and someday he'll understand, staying with me is not the right choice. He has to have a life.
- And what if he wants to have a life with you?
- He already had. Our time is over.
2 de dez. de 2011 Leave a comment
And I'll smile and I'll learn to pretend
anyone intimately, least of all a woman.
He doesn't know what a woman is.
He wants you for a possession, something to look at
like a painting or an ivory box.
Something to own and to display. He doesn't want
you to be real, or to think or to live.
He doesn't love you, but I love you.
I want you to have your own thoughts and ideas and
feelings, even when I hold you in my arms.
It's our last chance... It's our last chance..."
And I'll never be open again.
28 de nov. de 2011 Leave a comment
Cigarettes and alcohol
To find yourself a job when there's nothing worth working for?
It's a crazy situation
But all I need are cigarettes and alcohol!
I was looking for some action
But all I found was cigarettes and alcohol.
27 de nov. de 2011 Leave a comment
Far from heaven
The hell I'm going through
Not asking you to save me
I'm too far from heaven
Nothing you can do
To change me
But accept me
As I am
Paixão
Fotos, notícias, fatos. Abandonados, sozinhos e fazendo meu coração chorar de dor. Eu queria ajudar todos, queria passar por cima de todos os inúteis que se acham humanos e se atrevem a machucá-los. Sinto arrepios ao imaginar o que eu cuido sofrer. Tenho saudades dos meus que já morreram.
Estou cada vez mais apaixonada por animais. Talvez porque os seres humanos só me decepcionam.
"Eles podem estragar o seu sapato, seus móveis e bagunçar a sua casa, mas nunca machucarão seu coração."
26 de nov. de 2011 Leave a comment
Escorpião
É, taí uma coisa sobre essa baboseira de horóscopo e signos que eu concordo: eu nunca vou te perdoar completamente. Eu sempre vou lembrar dos seus erros. E acredite (ou melhor, espere): eu vou me vingar.
25 de nov. de 2011 Leave a comment
Desencanto
Eu tenho um problema muito sério de ficar lembrando as mancadas que uma pessoa fez e ficar com raiva por isso. E o pior: eu não posso simplesmente chegar brigando, porque é coisa do passado e sem solução, e eu pareço não ter o direito de ficar extremamente magoada ao "jogar na cara o erro das pessoas para feri-las". Eu cansei, simples assim. Eu aguento cada porcaria, cada filha da putice e sim, eu fico puta. Não posso evitar ter vontade de cuspir em certa(s) pessoa(s) a cada vez que eu lembro das burradas. Ou simplesmente queimá-las com o que elas colocam em suas respectivas bocas. Ridículos, estúpidos e hipócritas. Estou simplesmente aceitando que odeio relações e a maior parte das pessoas envolvidas.
Ódio, ódio, ódio.
A propósito, por acaso está escrito otária na minha testa? Não? Então, vá para o inferno.
Argh, santo orgulho.
Se fosse diferente...
Mais cervejas. Duas tequilas. A sensação de estar em casa, com as pessoas certas e no lugar certo. O olhar penetrante às vezes correspondido e o sorriso sarcástico que vinha em seguida. Então, a voz rouca soando:
- Pode falar, eu sei que você me quer. - ele disse, sorrindo. - Eu sei que você quer ficar comigo.
E aquela resposta na ponta da língua...
- E daí? Você não faz nada mesmo.
O sorriso sumindo. E o que viria depois poderia ter abalado o destino e suas consequências.
O que realmente aconteceu
Mais cervejas. Duas tequilas. A sensação de estar em casa, com as pessoas certas e no lugar certo. O olhar penetrante às vezes correspondido e o sorriso sarcástico que vinha em seguida. Então, a voz rouca soando:
- Pode falar, eu sei que você me quer. - ele disse, sorrindo. - Eu sei que você quer ficar comigo.
E aquela resposta na ponta da língua... Não, não, não. Meu olhar usual de ódio surgiu.
- Não. - disse encarando-o fixamente.
O sorriso sumindo, mas dessa vez, pra nada acontecer.
Dois idiotas.
O que aconteceu, o que não aconteceu, o que devia ter acontecido e o problema
O problema é que ele é burro, irresponsável, escroto, sem sentimentos. Ele não liga. Só tem cara de idiota, e também finge que é, mas não é nada assim. Você sabe que não.
O problema é que eu sou burra, irresponsável, escrota, sem sentimentos. Eu não ligo. Só tenho cara de idiota, e também finjo que sou, mas não é nada assim. Você sabe que não.
Eu sei que não. Ele sabe que não.
"E nós somos tão fodas que se ficássemos juntos íamos causar um desequilíbrio no mundo, aí não daria certo."
24 de nov. de 2011 Leave a comment
De novo
"Enjoei desse mecanismo como quem escuta a mesma música tantas vezes que se cansa. A previsibilidade do processo afetivo me fez enxergar as coisas com mais precisão e agora me sinto insatisfeita com o que está ao meu alcance."
6953's quotes
"Estou impaciente. Essa paisagem na janela não me satisfaz. Esse lençol na cama não me satisfaz. O meu reflexo no espelho apodreceu e não me satisfaz. Até a calculadora mais potente do mundo pifaria ao tentar somar a quantidade de vezes que já me revirei nessa cama. Sinto alguém chacoalhar a minha alma só pelo prazer do incômodo. O céu está nublado, mas faz calor. Cinza lá fora e cinza aqui dentro. Escorrego a mão pela testa, permaneço calada. Meu silêncio ensurdeceria qualquer um que tivesse a capacidade de compreendê-lo por alguns segundos. Um Grand Canyon de impaciência, uma cordilheira do Himalaia de puro tédio e insatisfação. Talvez o pior tipo de insatisfação seja essa: a que você não consegue entender o motivo – é nada, é tudo, materializa-se na garganta e te entope a alma. Certos dias só amanhecem para tirar sarro da sua cara por ter levantado da cama. Apesar de tudo eu não me importo. Deveria?"
"A parte mais difícil de ter um humor constantemente ruim é ter que explicá-lo. É mais fácil inventar uma desculpa qualquer para a cara de merda do que explicar os motivos pelos quais o mau humor se encontra detectável a quilômetros de distância. As pessoas não entendem e tampouco respeitam. Cobram bom humor como se o meu dever fosse fornecer a dose mínima diária de motivos para encarar o dia de modo positivo. Eu me canso, eu tenho obrigações, se eu pudesse nem da cama sairia."
23 de nov. de 2011 Leave a comment
Pessoas
Pessoas. Previsíveis, hipócritas, estúpidas. Gananciosas, consumistas, egocêntricas. Pseudo-sentimentalistas, pseudo-felizes, pseudo-satisfeitas. Pseudo, pseudo, pseudo. Otimistas, pessimistas, realistas. Podemos tudo, é claro. Amigas, inimigas, indiferentes. Falsidade. Palavras da boca pra fora. Nojo.
Preciso mesmo disso?
Ah, hipocrisia
Quando você sente de menos, as pessoas parecem sentir muito mais do que você precisa.
E de repente, quando você consegue sentir demais, o que as pessoas sentem parece sempre insuficiente.
Pouco.
E quer saber? Foda-se.
Morram precisando de carinho, porque eu vou aprender a me livrar dessa vontade.
20 de nov. de 2011 Leave a comment
Sentimento estranho
Uma mistura desconhecida
18 de nov. de 2011 Leave a comment
Blusa de bolinhas
Aquele passo leve. Aquele sorriso ingênuo. Aqueles olhos castanhos penetrantes. Aquele oi animado e ao mesmo tempo excitante. Aquela animação por vê-la. Aquela mão magra. Aquela pele macia. Aquelas curvas marcadas por sua roupa. Aquela blusa de bolinhas.
- Você gostou? – ela perguntou animada, desfilando com a mão na cintura.
Eu sorri ao vê-la tão bonita, feliz. Tão ela.
- Lógico. – respondi.
Observei-a olhando para os lados, como se confirmasse alguma coisa. Então, num movimento súbito, senti sua mão segurar a minha. Extasiada com seu toque, puxei-a para perto num abraço apertado. Passeei minhas mãos pelas suas costas, sentindo as batidas de seu coração levemente aceleradas.
- Três palavras... – ela sussurrou.
Eu sorri por dentro.
- Que não precisamos dizer. - completei.
Aquela voz. Aquele abraço. O nosso momento.
4 de nov. de 2011 Leave a comment
Ian Somerhalder's song
But you gotta respect my honesty
And I may break your heart
But I don't really think there's anybody as bomb as me
So you can take this chance, in the end
If you fall for me
I'm not easy to please
I might tear you apart
Told you from the start, baby from the start
I'm only gonna break break your heart
3 de nov. de 2011 Leave a comment
Seja o que você quiser
Pule, ria, beba. Estude. Use aquela roupa que você sempre quis usar, sem medo de olhares de reprovação. Não ligue para o que dizem. Não sinta-se pressionada a seguir uma tendência. Seja você. Abra os olhos para o mundo de oportunidades à sua frente. Tenha vontade e faça e se arrependa por ter feito, mas não por ter deixado de fazer. A vida é uma só. Divirta-se rindo da cara de quem tem preconceito; são apenas ignorantes. Goste, ame, adore. Esqueça o que te faz mal, valorize o que te faz bem. Não tenha medo, ele só vai te atrapalhar. Ame garotos. Ame garotas. Declare seu amor. Descubra qual é o melhor. E isso, continue amando, chorando, se arrependendo, desistindo e recomeçando. É a vida. Saiba que no meio de bilhões de pessoas alguém pode te escolher. Amada, desejada, querida. Tenha amores platônicos. Suspire. Ame ídolos. Cresça. Grite!
Viva. Experimenta. Há muito que você ainda não viu.
Agonia de ficar parada.
Viver, viver, viver, viver, viver, viver,
eu quero.
Posso?
E ano que vem?
"Eu não gosto daqui. Você gosta? Já acostumou? Eu não quero ficar aqui, porque assim não vou ser feliz. Já falei para o seu pai: ano que vem vou ficar perto da minha família. Nem ele está aqui. Eu cansei, aqui não tem nada. Nada... E você, pra onde vai?"
Não sei, mãe, não sei.
21 de out. de 2011 Leave a comment
Como é saber...
Que você nunca será o suficiente pra satisfazer alguém por completo, que você não é desejável aos olhos alheios, que a sua busca insistente por uma mudança positiva sempre a leva para a mesma coisa e que há milhares ali fora que poderiam tomar o seu lugar e fazer melhor do que você? Ser melhor do que você? Mais bonita, mais mulher, menos complicada. Menos você.
20 de out. de 2011 Leave a comment
Ficção ou não?
Depois de tantos anos de leitura e escritas das tão adoradas ficções, seria ilógico dizer que não restariam rastros de falta de insanidade na minha mente. Toda aquela coisa planejada, a expectativa de um personagem perfeito; isso tudo continua e dá saudades. Saudades? Bom, talvez porque na vida real você não irá sentir todas aquelas coisas descritas.
Dei de cara com um suéter verde musgo se aproximando cada vez mais, e numa fração de segundo, meu coração deu dois giros de 360 graus dentro do meu peito. Tentei respirar à medida que nossos olhares se cruzaram e se fixaram um no outro, mas por mais esforço que eu fizesse, não consegui oxigenar meus pulmões. (Biology)
E em meio a tantos anos de experiência (talvez inúteis, talvez não), descobri que há sempre um conflito entre dois fatores. O bem e o mal? Não, não é assim. Os dois são bons, mas só restará um, e minhas personagens sempre estavam divididas entre os dois. Roubando as palavras da Juliana: "Por que você sempre desafia o ativo enquanto está de rolo com o passivo? Você sabe que no final vai acabar com ele. (ou na cama com ele)" Ah, a sinceridade de amigas. Bom, vou tentar explicar. No começo irá aparecer aquele príncipe da Disney que você sonhou durante toda a sua vida, que te trata como uma dama, te faz se sentir a menina mais amada do mundo, que diz 'eu te amo' repetidamente te arrancando sorrisos, te dá doces e flores e blá blá blá. Minha querida amiga Juliana apelidou-o de "passivo". Tudo vai estar perfeito com ele, e aquele pensamento de que não falta mais nada da sua vida vai encher sua mente, até que aparece o fator 2, carinhosamente apelidado de "ativo". Ele não vai te tratar como uma dama, vai fingir que não se importa com você, vai ser a pessoa com a maior postura de superioridade que você já viu, não vai dizer que te ama - o melhor, ele vai demonstrar! Nem que seja com os braços na cintura de outra mulher e os olhos fixos nos seus - e vai tentar de tudo pra estragar o seu relacionamento com o passivo. E adivinha com qual você vai terminar? É lógico que todas querem amor, alegria, companheirismo e um homem de verdade. Você pode ter tudo isso com o passivo, mas não estou dizendo que o ativo não proporcione tudo isso também. Ele vai te dar amor, alegria e ser seu companheiro na hora certa. Ele vai te puxar em meio a uma multidão correndo o risco de ser pego somente pra dizer que vai passar na sua casa mais tarde. Ele vai ter a cara-de-pau de oferecer a casa de praia dele pra você e o seu namorado passarem o fim de semana e aparecer lá de madrugada só pra te ver - assim, não só pra te ver, mas tudo bem. Ele vai tentar te substituir com x mulheres, mas nenhum olhar o fará fraquejar mais que o seu. Você não vai enjoar das três palavrinhas clichês ditas tão em vão ultimamente: ele não vai dizer; vai demonstrar e você irá sentir. No começo você tentará transformar o amor que sente por ele em ódio e irá fingir querer brigar com ele sempre que ele aparece e, acredite, isso só vai aumentar a vontade de ambos. E taí outra coisa que não vai faltar com ele: vontade. Ele é curioso, safado na medida certa, nada parado. Ele faz jus ao nome ativo. Você fingirá que não quer beijar ele, mas adivinha? Ele vai te beijar. E você irá se martirizar por ter gostado, apesar de não admitir pra ninguém, muito menos pra ele.
- Você parou pra pensar que eu não queria?
Ele me olhou parecendo chocado por um instante, mas então desatou a rir.
- Eu posso até acreditar que você sente alguma coisa por ele... – ele levantou-se, vindo em minha direção e parando perigosamente perto do meu corpo. – Mas você, não querer? – soltou uma risada pelo nariz. – Impossível.
Eu vacilei por um instante devido a sua proximidade, mas falei tentando parecer firme:
- Bom, olha só você se enganando. Acabamos de descobrir que é possível. Eu não quero. (Take me into the next wall)
Aham Cláudia, senta lá. Você gosta da adrenalina, do perigo, da pseudo-raiva que ele te proporciona. Você gosta de saber que vocês dois são errados e isso os torna cada vez mais certos.
Encarei estático a silhueta que retirava a blusa e a jogava para um canto qualquer do quarto. Ela parou por alguns segundos encarando sua própria imagem no espelho e bufou insatisfeita levando uma de suas mãos até sua barriga, passeando por ali em busca de uma deformidade que não existia. Mordi meu lábio inferior desejando intensamente ter a chance de fazer isso, mas eu simplesmente não deveria. De que vale todos os fatos como essa garota me enlouquecer mais que qualquer outra no mundo e ser perfeita quando ela é namorada do meu até então melhor amigo?
Ela caminhou até a cama, pegando de lá uma nova peça de roupa e a vestindo vagarosamente, botão por botão, atiçando sentidos que até eu mesmo desconhecia. Sentidos que poderiam fazer meus pés se moverem sem meu comando e, em um piscar de olhos, lá estava eu em sua frente, encarando seu olhar desnorteado e confuso. (essa não tem nome)
Mas há controvérsias, e é claro que você pode preferir o tipo passivo da coisa. Um conselho: você irá cansar. Você saberá o que ele vai dizer antes mesmo de abrir a boca. É aquele típico personagem que grava todas as falas de um filme de romance e as profere como se nós já não soubessemos da existência delas. Mas ainda assim ele vai te amar e fazer de tudo pra te conquistar e estar ao seu lado, mas você vai cansar. Todo o esforço dele vai ser em vão quando o ativo aparecer com seu sorriso que diz mais que mil palavras. E não é errado gostar disso, é humano. Todos querem se sentir desejados, inclusive as mulheres, e ele vai ser o tipo de pessoa que te dará essa sensação. Desejo, amor e confiança. Quer mais?
Uma palavra: surtante. Viver tudo o que a minha cabecinha escrevia e lia deve ser uma experiência incrível, e acho que posso incluir isso na minha pasta de sonhos impossíveis. Eu passei grande parte da minha vida sentada lendo e escrevendo, criando cenas na minha mente e sorrindo por dentro, imaginando que um dia elas se tornariam realidade. Até que optei pela vida real. E sabe de uma coisa? Não é nada do que eu imaginava. Não, eu não sinto arrepios com um olhar, borboletas revirando meu estômago, uma ansiedade inexplicável, uma vontade enlouquecedora... E agora entendo os que optam por ficar em outro mundo. Aliás, é ficção? Ou são desejos que escolhem ficar calados dentro de si para a vida não ser tão decepcionante assim?
Ah, que saudade. Mas passou. Talvez eu tire um dia pra sentar, ler e escrever, mas eu sei que depois disso terei a vida real para lidar com.
Decepcionante.
17 de out. de 2011 Leave a comment
Solidão
22/07/11
Aprendi com o tempo que estar sozinho não é sinônimo de solidão. Um lugar cheio, pessoas andando, falando, vivendo e, ainda assim, solidão. Você não está sozinho e, ainda assim, solidão. Sentir a solidão dentro de si é certamente pior do que sentir-se sozinho. E às vezes não há explicação. Estou só. Minha mente é vazia e conturbada. E não, não sei o porquê - apesar de vir tentando descobrir.
17/10/11
E cá estou sozinha de novo. De repente tudo parece distante, supérfluo. As pessoas não parecem se importar como antes. Ninguém parece tão importante quanto antes. Acho que tenho o dom de acabar com a beleza dos sentimentos com o tempo.
Eu cansei de esperar.
Além de ser um verbo extremamente irritante, estou esperando por algo que não sei o que é. Estou esperando por melhoras, e isso é tão abstrato quanto a ideia de uma entidade divina. Que melhoras? E quem me garante que elas irão chegar?
Ah, mas espera, vai ficar tudo bem!
É o clichê que sempre dizem. Patético.
Now I will just say goodbye
Simply nothing more to give
There is nothing more for me
I need the end to set me free
Missing one inside of me
Deathly lost, this can't be real
6 de out. de 2011 Leave a comment
Um ano
Tarde nublada de outubro, vento, cidade desconhecida. Conversas, risadas, músicas... Deitada enquanto conversávamos sobre tudo. Sobre como chegamos ali. Cerveja ao som de Incubus. We've been dancing on a volcano and we've been crying, crying, crying... "Vou tomar banho", disse. Eu levantei e fui até o computador. Roubei uma blusa jogada no chão. Mais uma cerveja. Um maço de cigarro, oops, vou roubar um. Ele não vai perceber, vai? Mais Incubus, Pink Floyd e Dream Theater passaram por ali. Eu fucei toda a lista, claro. Voltou. "Ei, você fumou meu cigarro?" Risos. Fumei, desculpa. "Não tem problema, é que tem o que você gosta ali na gaveta." Ahhh! Eu quero apertar a bolinha! Risos. Não me olhe com essa cara de "boba"... Apertei a bolinha. Matanza. "Seca meu cabelo?" Não, se vira. Secando e atrapalhando a minha música. Cheiro de perfume amadeirado misturado com cigarro de menta. Eu gosto desse cheiro. "Gosta?" Sim. Ah, olha, halls! Começou fazendo bobagem desde que chegou, não parou nem quando o bar todo esvaziou. Nossa, olha a hora! Cadê o instrumento? "Já vão levar." Ah, ótimo. "E essa blusa?" Roubei. Risos. "Vamos?"
Pequenas coisas, manias, momentos. Pequenas, pequeníssimas. E um sentimento que não posso explicar. É paz, é harmonia, é poder te xingar e saber: você é meu amigo. É uma tarde comum. Ah, uma tarde nublada de outubro...
4 de out. de 2011 Leave a comment
Não vai fazer sentido
Está ventando, acho que vai chover, e espero que chova mesmo. Gosto de chuvas, raios e trovões.
Meu coração está doendo como nunca doeu antes.
Vontade de chorar.
Open up next to you and my secrets become your truth
And the distance between that was sheltering me comes in full view
Hang my head, break my heart built from all I have torn apart
And my burden to bear is a love I can't carry anymore
Procurando sobre remédios no google. 1g, 2g, 3g. Uma cartela de alergia.
Ah, acho que vou chorar.
Preciso de um ombro amigo.
We have had the time of our lives
And now the page is turned
The stories we will write
We have had the time of our lives
And I will not forget the faces left behind
It's hard to walk away from the best of days
But if it has to end, I'm glad you have been my friend
In the time of our lives
Estou cansada dessa dor, angústia, solidão.
Eu sinto muito por te fazer esperar e sofrer, você não merece esse tipo de coisa. Você merece alguém melhor.
Memories will gone and go.
Ann Layne, nice to meet you.
2 de out. de 2011 Leave a comment
And I wonder where did I go wrong
A letter to remember
"I don't know how will be ours life's way, if we'll be together in the future or not, I don't care about it. What I want you to know is that, whatever happens, you'll always have me to call "yours". I just want you to know the feeling I have for you. I love you, REALLY! For every moment that we spent together, from the nerd stuff to all the crying.
(...)
Thanks for completing me, even if you're totally different from me."
Miyaki
"Senti meu coração parar.
- Passou mal, foi? – disse enquanto se aproximava com um sorriso zombador no rosto.
- Isso não é da sua conta.
- Por que não seria? Teve que chamar o seu irmão pra te ajudar... o * não foi o bastante pra isso? – ele me encarou ainda sorrindo.
- Você... - tentei falar.
- Às vezes você faz coisas estranhas. – ele se aproximou mais um pouco.
- Acho que você entrou no banheiro errado.
E lá estava aquele sorriso maldito estampado em seu rosto.
- Como você é engraçada.
- Eu sei disso. – sorri . – Se não fosse você não provocaria minhas piadas.
Seu sorriso desapareceu e ele me encarou por segundos, aproximando mais um passo.
- Eu provoco?
- Provoca.
- Eu te provoco, você quis dizer.
Mais um passo, e estávamos frente-a-frente.
- Inútil.
Em um curto momento, talvez por ele estar próximo demais, meu coração voltou a bater aceleradamente. Foco, foco, foco...
- Então, estou adorando nossa conversa desafiadora, mas tenho coisas a fazer lá fora. - falei enquanto tentava fugir, mas ele me segurou pelo pulso.
- Não vai sair.
Seus olhos se estreitaram aos meus enquanto eu falhava em soltar sua mão do meu pulso, seu sorriso divertido voltou e era ao mesmo tempo odiável e tentador.
- Sabe o que acontece agora? - perguntou.
- Sei, agora você me solta e eu vou embora. - respondi irônica.
- Errado. - ele riu.
- Então... agora eu vou te dar um chute.
- Está errando de propósito?
- Você é um idiota. - disse puxando o braço, mas com o impulso * veio junto.
- É, eu sei."
I don't want to miss a thing
A primeira vez que eu ouvi essa música foi em 2001. A primeira vez que a dediquei foi em meados de 2005. 10 ou 11 anos de idade e o significado dela já fazia meu coração palpitar. Então foi 2006, 2007, 2008, 2009... Canções e canções dedicadas, até mesmo uma dedicada em 2010, após um dia de choro e revelações. Why can't it be mine?
Tudo acabou oficialmente no final de 2010.
All the love gone bad, turned my world to black...
2011: um novo ano. Novas coisas, novas pessoas, novos sentimentos... Mesmas músicas?
Lembro de me arrepender amargamente ao citar essa música com outra pessoa. Eu coloquei em uma simples legenda de foto, mas não imaginava a proporção que isso teria.
Pode parecer besteira, mas a memória desse sentimento vai ficar. Todos os dias que eu esperava, que ria, as surpresas que tinha de descobrir cada vez mais. Eu estava crescendo. E quando eu decidi que não valia a pena ter sentimentos tão fortes e te fiz sofrer, te fiz chorar e me ouvir... e eu pensei que você iria embora. Você não foi. Depois de tudo, você estava ali me abraçando enquanto eu chorava e me levando pra casa.
Passou e ficou. Dá pra entender? Talvez seja um pouco confuso, mas a coisa é que você sempre volta.
Sou eternamente grata por esse tempo todo. Mais grata por ainda ter um pouquinho desse tempo.
Olhando pra trás, vejo quantas pessoas incríveis passaram na minha vida, quantos momentos eu julgava ruins e agora quero de volta. Aquela vontade de refazer tudo.
Na verdade, não é nada voltando, é algo que nunca me deixou. Sempre esteve aqui.
I didn't miss a thing.
1 de out. de 2011 Leave a comment
Aquela vontade de mudar
Acordar, achar sua camisa jogada no chão e vesti-la. Uma tarde nublada, música tocando, risos. Fumar um lucky strike bebendo coca-cola, olhar pra você e receber um sorriso, sorrir de volta. Comer doritos bebendo fanta laranja. Deitar no seu colo. Feliz. Olhar no espelho e gostar do que vejo. Sentir liberdade, vontade de voar e de fazer todas as coisas possíveis ao seu lado. Estar ciente de que estamos na adolescência, então pra que se preocupar com isso agora? Olhe pra mim, eu quero viver! Desculpa, não quero estar presa a compromissos. Deixa pra ser velho depois, você terá muito tempo ainda. Não me faça mudar - se algo me incomoda, eu mesma farei isso. Deixa eu ser feliz. Dezoito anos e imposições. Não, não vai combinar. Quero fazer o que quero, quando quero, porque posso e quero! Quero ser o que minha vontade grita. Me sentir bem comigo mesma. Saber que você está aí como sempre diz, independente de qualquer coisa, do meu lado, me apoiando, e não sumindo sem explicações no meio de uma multidão numa noite fria. Você não estava do meu lado. Ou eu te deixo triste? Deixa as preocupações pra depois, porque um dia elas virão de verdade. Aproveite sua vida. Olhe-se no espelho. Dezoito anos.
Ainda quer me fazer feliz?
Tenta.
14 de set. de 2011 Leave a comment
Please don't cry
There's something in your eyes
Don't hang your head in sorrow
And please don't cry
I've been there before
Something's changing inside you
And don't you know
I still love you baby...
25 de ago. de 2011 Leave a comment
Eu também espero
"Espero que você volte feliz."
Acho que atingi um estado mental que eu nem imaginava existir: o nada. Consigo livrar minha mente de tudo, ficar paralisada por horas, "dormir" sem sono. Chego a pensar que não teria reação alguma se caísse uma bomba no meu quarto (na verdade, acho que isso seria um grande favor). E uma das maiores dificuldades está sendo tentar descrever com palavras aqui o que estou sentindo. Realmente chamo de nada, porque eu não conhecia esse estado antes. Talvez entorpecida, mas ainda prefiro o nada. Não sei se a dor vai chegar depois ou se acostumei-me à ela, tanto é que nem tenho falado sobre isso com ninguém. Eu não sei o que falar.
Além de tudo, encontrei um estado de conforto e paralisação chamado cama. Admito que não estou com vontade de sair dela nem pra viajar, e eu devia...
Chega desse post, certo?
Sim, eu também espero que eu volte feliz.
26 de jul. de 2011 Leave a comment
Lie to me
I ain't too proud of all the struggles
And the hard times we've been through
When this cold world comes between us
Please tell me you'll be brave
If you don't love me - lie to me
'Cause baby you're the one thing I believe
Let it all fall down around us, if that's what's meant to be
Right now if you don't love me baby - lie to me
It's a bitch, a life's a roller coaster ride
The ups and downs will make you scream sometimes
It's hard believing that the thrill is gone
But we got to go around again, so let's hold on
Mistura
Sentar e conversar: dois verbos inicialmente simples, mas que podem resolver ou bagunçar muita coisa. Não é difícil, não dói e a falta destes pode trazer sérias complicações sem volta. É extremamente essencial a conversa em um relacionamento, seja pra tirar dúvidas, seja pra explicar algo, seja pra dizer o que sente e o que passa. Não, ninguém nasceu com o poder de ler mentes - até onde eu sei -, e é por isso que a conversa é tão essencial. Agora, em que ponto quero chegar?
(mudança de assunto)
Nunca me achei suficiente para alguém. Citando a desmiolada (e linda) da Taylor Momsen: "I'll never be good enough." Mas, mesmo assim, pensava que eu podia tentar e talvez conseguir. Um pensamento otimista nessa mente vazia. Ponto. O problema é que me provaram o contrário. Entendam meu pensamento pessimista: se você não espera nada de bom, nada, exatamente NADA irá te decepcionar. E eu, inútil e inocentemente, pensei que poderia pelo menos uma vez na vida ser útil, agradável, amável. Suficiente. E parece-me que a única coisa que faço de fato é machucar a quem amo. Não, não é legal. Mas quem se importa? Quem consegue pensar numa solução viável para que essas ações e personalidade idiotas minhas acabem? Eu nasci assim, sou idiota assim e vou morrer estúpida assim. Por que continuar nadando contra a corrente?
E ah, como dói! Como dói perceber todas as idiotices, arrepender-se amargamente e não ter o que fazer.
Perdida. Extremamente perdida. Dividida entre o difícil e o impossível, tentada a ir para o nada, a conclusão, o fim. O fim de apenas uma coisa, conhecida como a razão de todos os problemas.
E se me perguntassem hoje que palavra me descreve, nada encaixaria mais do que estorvo. Estorvo, empecilho, obstáculo - estarei sempre ali para estragar a sua vida.
Prazer, estorvo.
24 de jul. de 2011 Leave a comment
Café com açúcar
Café. Açúcar, açúcar, açúcar, açúcar, açúcar...
- Quanto açúcar.
Assenti com um sorriso.
- Então, por onde quer começar? - perguntou.
O interesse pelo café desapareceu de repente.
- Sabe - comecei -, hoje me senti de uma maneira que não sentia há muito tempo. Não tanto, dois anos, coisa assim. Não foi bom.
- Eu sei que não foi bom - disse. - Eu sinto.
- Achei que nunca mais me sentiria assim.
- E por que não?
- Porque é passado. Não tenho os mesmos problemas de antes, então não sei o porquê de me sentir assim.
- Assim como?
- É meio vazio.
- Meio?
- Completamente. Ei, isso dói, sabia?
- Eu sei... Já lhe disse: eu sinto.
Cerrei os punhos sobre a mesa e engoli em seco.
- Você nem existe.
Um silêncio pairou por alguns segundos, mas logo foi quebrado por um longo suspiro.
- Mesmo que seja a verdade - disse. - Eu não gosto de ouvir esse tipo de coisa.
- Ninguém gosta de ouvir a verdade. - falei.
Ele mexeu os dedos na mesa, parecendo ansioso.
- Então, mesmo não existindo - ele voltou-se para mim, os olhos vazios. - Eu sinto e quero te ajudar.
- Desculpa, eu não devia ter dito isso.
- Esqueça as desculpas, você sabe muito bem o que penso delas.
- Sim, eu sei. - concordei. - Você sempre me chamou de dramática.
- E com razão.
Senti sua mão pousar-se sobre a minha e suspirei. Ele brincou com os meus dedos com um sorriso de lado nos lábios, mas parou subitamente. Senti seu sangue subir à cabeça e a raiva emergir em seus olhos. Eu o fitei.
- Você não...
- Sim.
- Você... Você disse que isso não ia acontecer de novo. - grunhiu entre os dentes.
- Sim, eu lembro. Eu disse. E sinto...
- Poupe os perdidos de perdão - interrompeu-me. - Por quê?
Um tremor percorreu o meu corpo, permaneci estática com medo de qualquer movimento. Meu estômago se contorceu ao ver a expressão em seu rosto: desapontamento.
- Eu tentei, e isso não vale como explicação, mas eu tentei e aguentei por muito tempo. Por favor, você tem que entender - senti meus olhos lacrimejarem, mas continuei. - Acredite em mim quando eu digo que tenho o dom de estragar as coisas, de entristecer as pessoas, de trazer o mal a qualquer lugar. Todas as pessoas com quem convivo partem, cansam, esquecem, abandonam. O problema está em mim, você sabe disso. Até você... - hesitei. - Um dia vai desaparecer. Eu não sei o que faço. Preciso de ajuda, mas não sei qual é o meu problema. Eu...
- Seu coração está doendo. - ele disse, de repente.
Eu queria lhe dizer que sim, mas tudo o que fiz foi desabar sobre a mesa.
- E eu sinto o quanto dói.
Segurei as lágrimas que lutavam pra sair e apertei sua mão que ainda pousava sobre a minha. Não era um apertar de mãos comum.
- Eu queria te ajudar... - começou.
- Mas você não existe. - concluí.
Por fim, consegui levantar o rosto e encará-lo novamente. Seus olhos mantinham o mesmo tom desapontado.
- Por mais que você queira, você não é a prova de balas. Ninguém é. A dor vai voltar. Eu vou voltar. Só prometa que...
- Não sou boa com promessas. - interrompi-o.
- Não vai se machucar de novo.
Ele deixou a cabeça pender. Levantou-se e colocou as mãos nos bolsos. A princípio achei que não haveria mais nada, como o usual. Apenas um adeus, tchau, até logo. Mas então senti seus braços me envolvendo fortemente em um abraço desajeitado e uma lágrima passeou pelo meu braço, solitária. Um murmúrio tomou forma e pude ouvir claramente: "Nunca se esqueça."
De repente não havia mais nada atrás de mim. Lá estava eu, em uma cafeteria, sentada sozinha e, como sempre, dois copos sobre a mesa.
16 de jul. de 2011 Leave a comment
Subliminar
Sente-se.
Dez mensagens enviadas.
Uma noite.
Nenhuma respondida.
Intrigante, não?
Nem tanto...
Como seguir?
Impossível.
Deixar de lado, talvez.
Impossível, também.
Espere o momento.
O fim.
15 de jul. de 2011 Leave a comment
Por que desistir?
"Por que desistir?" Engraçado que quando penso em motivos para explicar os porquês da desistência imagino uma folha cheia de tópicos, itens e detalhes, mas quando penso em motivações para o contrário não me vem nada a mente. Não é o famoso "reclamar de barriga cheia", porque eu reconheço, sim, que tenho casa, comida, família e que tenho vontade de vomitar ao ouvir esse argumento clichê e banalizado. Tenho sorte pelo que tenho, mas não é por isso que tenho o dever de me dar por satisfeita, porque, sinceramente, não estou nem um pouco.
Olhe bem pro mundo a sua volta. E quando digo "olhe" não é o olhar usual que está sempre varrendo todos os problemas e jogando-os para debaixo do tapete. É olhar, observar, julgar. Você gosta do que vê? Se não, o que faz pra mudar isso?
Vivemos em um mundo onde elementos supérfluos são extremamente valorizados, onde a liberdade não é concedida de fato, o preconceito não é julgado como um problema sério como deveria ser, argumentos ortodoxos são usados como justificativa para ações humanas, em que as pessoas têm orgulho de admitir preconceitos e impôr regras morais aos demais, e que, de certa forma, a igualdade dos direitos é subdividida. O significado da palavra "igualdade" talvez tenha se perdido em algum momento, porque se todos os humanos possuem os mesmos direitos, o que, então, os diferencia?
Cheguei ao ponto de pensar que desisti do mundo. Desisti, cansei. Não é uma atitude exacerbada - pode até ser pra quem não abriu os olhos ainda - mas é o que acontece quando passamos a enxergar as coisas como elas são, jogar o tapete fora e perceber a sujeira acumulada. Não quero que todos desistam, muito pelo contrário, quero que todos abram os olhos e façam alguma coisa. Guardem as coisas boas, pois elas podem ser as últimas que nos restam. Sonhar não vale a pena. Sim, é difícil, e não, não me orgulho desse mundo hipócrita. Ainda há uma pontinha de esperança que brilha lá no fundo me dizendo que talvez ainda haja salvação, mas, sinceramente? O descaso fala mais alto. Boa sorte nesse mundinho estúpido, vocês vão precisar.
27 de jun. de 2011 Leave a comment
And it's getting worse
Somedays I feel like doing nothing at all, but deeply in my mind I know that I have to do something, and I also know that what I do sometimes isn't enough for what I want. I want so much, but I can't get it if I can't do my best for it. And I want to do my best, but I just can't see if it's worth or not. Well, I don't think it's, because y'all know, it's me. I'm not the best and not even good at something. I'm just me, an stupid-useless-shitty person. That's nothing I can do about it. Like the freaky Lady Gaga said, "I was born this way", but sorry Gaga, I'm not proud of it. Or should I be proud of being such a ridiculous one?
I just wanted to be smart. Then you should probably say, "go and study". Oh, yeah. Really? Unfortunally, I know. I know and I try, but I'm too dumb for anything. I can study, but nowadays I just don't know HOW. I have a purpose, my life changed. I wasn't someone who cares about all those things, but suddenly I have to care about it more and more. And I seriously don't know what to do, what to say or what to think. I can't stand it. I don't even want to talk about study and college and future because I know that IT WON'T BE THE WAY I WANT.
I wanna change. I really do. But it's not easy. You can't turn water into wine. So you have to know: I know I can do it, but I just don't know how.
I want to be somewhere else, somewhere away from all those things and feelings and thoughts. My thoughts. My twisted thoughts. Yeah, they're really spinning round my head...
7 de jun. de 2011 Leave a comment
Boa noite
Desliga as luzes, deita, vira. Abraça um travesseiro, vira para o outro lado, suspira. Agora acostumada com a escuridão, encara o teto. Um, dois, três carneirinhos. Perde a conta, uma música começa a tocar. Fecha os olhos, a música não sai de sua cabeça. Abre os olhos, senta, puxa mais o cobertor. Deita. Sente frio, sente falta, sente amor. Lembra de um sorriso, uma situação, uma coisa boba que falou. Fica com vergonha, ri sozinha, deseja não ter falado aquilo. Silêncio após o riso. Abraça de novo o travesseiro. Ah, saudades. Mais suspiros, mais carneirinhos, mais músicas. Solidão, tristeza. Não, chega. Fecha os olhos, menina, uma noite de sonhos te espera. Durma bem.
28 de abr. de 2011 Leave a comment
Consequências
“O que você quer fazer da vida?”
O que eu quero fazer da vida? Ah, eu quero tanta coisa! Eu quero acordar tarde todos os dias, poder voar, ter um panda de estimação. Tantas, tantas coisas...
“Assim, eu digo... As coisas possíveis.”
O quê? Eu disse algo impossível? Acho que não. Eu posso fazer todas essas coisas, o único problema seria arcar com as conseqüências.
“Consequências? Que tipo de consequências?”
Oras, eu posso acordar tarde todos os dias... Até o momento que isso vai começar a me fazer mal e atrapalhar o meu rendimento. E quanto as minhas obrigações? Meus deveres? Eu posso voar. Sim, eu posso. Mas e o que acontece se eu não souber como chegar ao chão em segurança? Ah, e pobre panda, sendo tirado de sua casa pra atender as necessidades idiotas de uma garota... São várias consequências para várias vontades.
“Então me diga...”
Sim?
“Até que ponto as consequências valem a pena?”
23 de abr. de 2011 Leave a comment
Casca
Então você cria uma casca que te protege de todas as coisas, acredita seriamente que é forte o bastante para suportar qualquer dor. Você está protegido.
Não, não está. É apenas uma casca.
6 de abr. de 2011 Leave a comment
Você vai pular?
Que medo cruel é esse de perder alguém. De que, ao abrir os olhos após uma longa noite de sono, tudo tenha desaparecido. Tudo, exatamente tudo em que você acreditava.
Abri as portas para um sentimento tão forte, tranquei-as e joguei fora as chaves - mas nada que o impeça de pular pela janela.
Não pule.
2 de abr. de 2011 Leave a comment
Why do I care so much?
There are some people who want to see you hurt, sad and all the bad things. You don't have to care about them, but deeply in your heart you know you care. Why? Sometimes those peoples used to be your friends, and now they're just strangers trying to make you feel unhappy. But you don't want them to be unhappy, contrariwise: you want them to be happy. Even if they want to see you dead... You think they deserve to be happy at all. But they don't care about it -- they don't believe on you. It doesn't matter how hard you try to be nice to them, they just don't give a shit.
I'm feeling tired of everything, and now I gave up. I won't look for you 'cause it's really depressing. I wish you all the best in the world and I appreciate all the happines you gave me in years. Thanks for everything, and as I said before... I'm really sorry.
23 de mar. de 2011 Leave a comment
"Se fosse só sentir saudades, mas tem sempre algo mais..."
Inquietação. Minhas mãos não conseguem ficar paradas, não há lugar que me dê conforto ou coisa que me foque a mente. Tudo gira ao redor de uma só pessoa, de momentos de uma semana atrás, da vontade de voltar no tempo e aproveitar ainda mais. Aproveitar ainda mais? Pergunto-me o que faltou, se há alguma necessidade maluca de fazer algo. Não, nada faltou. Eu só quero tudo de novo, mais e mais. Pulei de cabeça num vício sem fim sabendo que não teria volta. E o mais importante disso? Eu estou feliz. Inquieta, ansiosa, saudosa, deprimida, preocupada, paranoica; mas feliz. Feliz porque posso fechar os olhos e ver o seu sorriso, porque posso me desligar do mundo e lembrar da sua voz e porque seu abraço ficou preso em mim. Você é apenas uma pessoa, mas uma pessoa que não passou despercebida e que, de alguma forma, conseguiu conquistar o que eu achava impossível. Eu realmente amo você. Se são dois, três meses não importa - não é tempo, é a intensidade e a certeza que sinto ao pensar em ti.
Pergunte-me mais tarde, um ano depois, talvez, mas agora lhe digo: você é tudo que eu preciso.
18 de mar. de 2011 Leave a comment
Não sei
O que fazer, o que falar, o que pensar. Eu quero ir pra casa. Eu não quero ir embora. Quero a vida sem tantas dificuldades que antes tinha. Não quero abrir mão desse sentimento.
Não sei. Quero saber.
♥
And I’m loving every minute of it
It’s like I’m born again
Every time I breath in so
If you’re curious, my favorite color’s blue
And I like to sing in the shower
10 de fev. de 2011 Leave a comment
I feel bad
Damn, I feel extremely bad right now. I can't even explain in words what I'm feeling. I'm sad because I'm feeling empty. Nobody wants to love a girl like me, nobody even knows me. So I fell in love with a guy and I can only imagine being by his side because it's totally impossible. And I'm so freaking out that I'm blaming my ex's negative thoughts for my failures. What the hell am I doing? I know he's a creep but he never would do something like that to me. Would he? I don't know, ask him, I don't wanna talk to someone like him. He really think he's the best person in the world, the truth is he doesn't see how disgusting he is. BUT I'll not waste my time writing about him.
I just want to be loved. What's wrong with it? Why do I have to love you? It sucks...
"'Cause I'd bleed my heart out to show that I won't let go"
1 de fev. de 2011 Leave a comment
That kind of feeling I just never had
It seems so strange to me. My heartbeats, my smile, my thoughts and my breath - it's not the same since I've met you. What are you doing to me? And the most important question: why? I'm not a person who usually fall in love and let the walls come down. I can't let my walls come down, I have them since I decided: I will not fall in love again. And now I'm asking me why did I fall in love with you, since you're just a guy... Oh, come on, Yuki, you know he's the kind of guy you always dream about. He's perfect for you, he fits exactly in your heart. It's like a dream.
But let the fairytales end, because they have to come an end. He's the wrong and right guy at the same time. You wanna be with him, but you can't stay with him. You wanna say to your friends that you love him, but you can't say to them. You just want to be happy, but you know this is not gonna happen.
I'm sorry, but this is real life.
24 de jan. de 2011 Leave a comment
No, please
I can't believe I'm feeling this way. He is the wrong guy, I can't handle with this. But he's so sweet to me that I can imagine a whole life by his side...
NO! That's not right. I can't love him. I can only pretend that I'm not starting to love him.
It's wrong.
I'll miss him.
I'm sorry.
9 de jan. de 2011 Leave a comment