Sentar e conversar: dois verbos inicialmente simples, mas que podem resolver ou bagunçar muita coisa. Não é difícil, não dói e a falta destes pode trazer sérias complicações sem volta. É extremamente essencial a conversa em um relacionamento, seja pra tirar dúvidas, seja pra explicar algo, seja pra dizer o que sente e o que passa. Não, ninguém nasceu com o poder de ler mentes - até onde eu sei -, e é por isso que a conversa é tão essencial. Agora, em que ponto quero chegar?
(mudança de assunto)
Nunca me achei suficiente para alguém. Citando a desmiolada (e linda) da Taylor Momsen: "I'll never be good enough." Mas, mesmo assim, pensava que eu podia tentar e talvez conseguir. Um pensamento otimista nessa mente vazia. Ponto. O problema é que me provaram o contrário. Entendam meu pensamento pessimista: se você não espera nada de bom, nada, exatamente NADA irá te decepcionar. E eu, inútil e inocentemente, pensei que poderia pelo menos uma vez na vida ser útil, agradável, amável. Suficiente. E parece-me que a única coisa que faço de fato é machucar a quem amo. Não, não é legal. Mas quem se importa? Quem consegue pensar numa solução viável para que essas ações e personalidade idiotas minhas acabem? Eu nasci assim, sou idiota assim e vou morrer estúpida assim. Por que continuar nadando contra a corrente?
E ah, como dói! Como dói perceber todas as idiotices, arrepender-se amargamente e não ter o que fazer.
Perdida. Extremamente perdida. Dividida entre o difícil e o impossível, tentada a ir para o nada, a conclusão, o fim. O fim de apenas uma coisa, conhecida como a razão de todos os problemas.
E se me perguntassem hoje que palavra me descreve, nada encaixaria mais do que estorvo. Estorvo, empecilho, obstáculo - estarei sempre ali para estragar a sua vida.
Prazer, estorvo.
Mistura
24 de jul. de 2011
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