Boa noite

Desliga as luzes, deita, vira. Abraça um travesseiro, vira para o outro lado, suspira. Agora acostumada com a escuridão, encara o teto. Um, dois, três carneirinhos. Perde a conta, uma música começa a tocar. Fecha os olhos, a música não sai de sua cabeça. Abre os olhos, senta, puxa mais o cobertor. Deita. Sente frio, sente falta, sente amor. Lembra de um sorriso, uma situação, uma coisa boba que falou. Fica com vergonha, ri sozinha, deseja não ter falado aquilo. Silêncio após o riso. Abraça de novo o travesseiro. Ah, saudades. Mais suspiros, mais carneirinhos, mais músicas. Solidão, tristeza. Não, chega. Fecha os olhos, menina, uma noite de sonhos te espera. Durma bem.

28 de abr. de 2011 Leave a comment

How I love you

How I miss
How I want
How I need
How I wish you were here with me

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Consequências

“O que você quer fazer da vida?”
O que eu quero fazer da vida? Ah, eu quero tanta coisa! Eu quero acordar tarde todos os dias, poder voar, ter um panda de estimação. Tantas, tantas coisas...
“Assim, eu digo... As coisas possíveis.”
O quê? Eu disse algo impossível? Acho que não. Eu posso fazer todas essas coisas, o único problema seria arcar com as conseqüências.
“Consequências? Que tipo de consequências?”
Oras, eu posso acordar tarde todos os dias... Até o momento que isso vai começar a me fazer mal e atrapalhar o meu rendimento. E quanto as minhas obrigações? Meus deveres? Eu posso voar. Sim, eu posso. Mas e o que acontece se eu não souber como chegar ao chão em segurança? Ah, e pobre panda, sendo tirado de sua casa pra atender as necessidades idiotas de uma garota... São várias consequências para várias vontades.
“Então me diga...”
Sim?
“Até que ponto as consequências valem a pena?”

23 de abr. de 2011 Leave a comment

Casca

Então você cria uma casca que te protege de todas as coisas, acredita seriamente que é forte o bastante para suportar qualquer dor. Você está protegido.
Não, não está. É apenas uma casca.

6 de abr. de 2011 Leave a comment

Você vai pular?

Que medo cruel é esse de perder alguém. De que, ao abrir os olhos após uma longa noite de sono, tudo tenha desaparecido. Tudo, exatamente tudo em que você acreditava.
Abri as portas para um sentimento tão forte, tranquei-as e joguei fora as chaves - mas nada que o impeça de pular pela janela.
Não pule.

2 de abr. de 2011 Leave a comment

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