Ela voltou

Quem diria, ein? Após tanto tempo quieta, parada, sem dar sinal de sua existência. Estava enterrada como um corpo morto e eu fazia questão de pisar em seu túmulo. Adeus, eu dizia. Às vezes quando ela tentava invadir meus pensamentos com sua alma, eu apenas ria e falava: Não preciso de você. E eu não preciso mesmo. Seu lugar era lá, enterrada, esquecida, completamente inútil e desnecessária. Por que você voltou, então? É tão necessário me infernizar pelo resto da minha vida? E enquanto vivo sinto que você está aí, rindo de mim a cada momento, sabendo o quanto você me incomoda...
Vá embora. Eu não preciso de você.
E você não me obedece. Não irá obedecer.
Tentarei ser cordial, talvez sorrir, deixar a porta de entrada aberta, se é assim que você quer. E posso tentar em vão lhe dizer que estou feliz em revê-la, mas certamente é uma mentira, pois a sua existência apenas me entristece.
Acomode-se, tome um chá. Temos de vários sabores.
Seja bem-vinda de volta, depressão.

3 de dez. de 2010

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